O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o plano de impor uma tarifa de 50% sobre importações brasileiras a partir de 1º de agosto, alegando retaliação contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “caça às bruxas”
Apesar dos esforços diplomáticos brasileiros — incluindo 10 reuniões e uma carta formal enviada em 16 de maio — os EUA não deram resposta oficial e limitaram-se a anunciar a medida por meio da plataforma Truth Social de Trump . O vice-presidente Geraldo Alckmin relatou ainda um contato confidencial com o secretário de Comércio americano, mas sem avanço concreto .
Diante da medida unilateral dos EUA, o Brasil se prepara para resposta recíproca, com base na “Lei de Reciprocidade Comercial”, oferecendo tarifas equivalentes sobre produtos americanos, além de planejar medidas de apoio às empresas afetadas e explorar alternativas econômicas
Os setores mais impactados devem ser agroindústria, indústria aeroespacial, sucroalcooleiro e produção de carne, e há risco de perda de mais de 100 mil empregos e queda de até 0,2 pontos percentuais no PIB brasileiro, conforme análise da CNI . O governo brasileiro, por sua vez, trabalha com planos de contingência e apoio às exportadoras, como a Embraer .
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rechaçou a postura americana como tentativa de interferência política. Ele reafirmou a independência institucional do Brasil e afirmou que não cederá a pressões externas — posicionamento que vem reforçando sua popularidade e unindo diferentes setores do país.



